Depressão e AIDS: Uma análise do filme “As Horas” e das doenças que afetam seus personagens.

SINOPESE: Em três períodos diferentes vivem três mulheres ligadas ao livro "Mrs. Dalloway". Em 1923 vive Virginia Woolf (Nicole Kidman), autora do livro, que enfrenta uma crise de depressão e idéias de suicídio. Em 1949 vive Laura Brown (Julianne Moore), uma dona de casa grávida que mora em Los Angeles, planeja uma festa de aniversário para o marido e não consegue parar de ler o livro. Nos dias atuais vive Clarissa Vaughn (Meryl Streep), uma editora de livros que vive em Nova York e dá uma festa para Richard (Ed Harris), escritor que fora seu amante no passado e hoje está com Aids e morrendo.

O filme “As Horas” é baseado no livro homônimo de Michael Cunningham. Tanto o filme quanto o livro têm como protagonistas Virginia Woolf, Laura Brown e Clarissa Vaughan. Essas três mulheres enfrentam, em épocas distintas, dilemas parecidos. Elas compartilham o sentimento de não se encaixarem no mundo cotidiano, que lhes impõe papéis bem definidos, com seus sacrifícios e alegrias. Elas demonstram

um nível de profundidade filosófica e existencial nas experiências mais simples, como: tomar café, comprar flores e fazer um bolo.

A narrativa se desenvolve em três momentos históricos diferentes, que se alternam na tela. Primeiramente, mostra Virginia Woolf, em 1923, escrevendo seu famoso livro Mrs.Dalloway. Em Richmond, onde, ao lado do marido Leonard, procura a tranquilidade necessária para sua mente perturbada, o filme revela momentos decisivos, que simbolizam sua vida social, familiar e psíquica, terminando com seu suicídio em 1941.

A segunda história se passa em 1949, em um subúrbio de Los Angeles. Laura Brown, casada com um herói de guerra Dan, mãe de um menino de 5 anos Richard e grávida do segundo filho, se sente angustiada com sua vida e pensa em se matar. A trama conta apenas um dia na vida dessa mulher, que é leitora voraz de Virginia Woolf e, no momento, está lendo seu livro Mrs.Dalloway. Essa personagem tem uma família e uma vida normal, aparentemente sem conflitos, o que pode descartar qualquer hipótese de motivo externo atual para a depressão mostrada. Seu marido está fazendo aniversário, e, como esposa, mesmo desanimada, Laura se sente obrigada a lhe fazer uma surpresa. O filho angustiado percebe e acompanha o sofrimento da mãe. Laura é incapaz de pensar em algo diferente da morte, o que se reflete em seu olhar.

A terceira parte do filme se limita a contar o dia em que Clarissa prepara uma festa para Richard, em razão de um prêmio literário que ele receberia. Eles foram amantes por um verão na juventude e mantiveram uma forte amizade até os dias de hoje. Aqui, são retratados os sentimentos de Clarissa em relação a Richard, evidenciados em sua visita rotineira ao amigo e durante os preparativos da festa, quando ela se põe a refletir sobre eles. Richard está em estado terminal de saúde e sugere a ela sua intenção de se suicidar. Em apenas um dia, várias e intensas situações são dramatizadas por esses personagens.

  1. Virginia Woolf Virginia Woolf, nascida em Londres em 25 de janeiro de 1882, falecida em Lewes em 28 de março de 1941, foi uma escritora e editora britânica, reconhecida como uma das mais importantes figuras do modernismo.

Virginia tinha um papel de destaque na sociedade literária londrina durante o período entre guerras. Seus trabalhos mais famosos incluem os romances Mrs Dalloway (1925), Passeio ao Farol (1927) e Orlando (1928), bem como o livro-ensaio Um Quarto Só Para Si (1929), onde se encontra a famosa citação “Uma mulher deve ter dinheiro e um quarto próprio se ela quiser escrever ficção”.


Biografia

Ela começou a escrever em 1915 com um romance (The Voyage Out) e depois produziu uma série de obras notáveis, que lhe renderam o título de “a Proust inglesa”. Morreu em 1941, após se suicidar.

Virginia Woolf era filha do editor Leslie Stephen, que lhe proporcionou uma educação refinada, fazendo com que a jovem convivesse desde cedo com o mundo literário.

Em 1912, casou-se com Leonard Woolf, com quem criou, em 1917, a Hogarth Press, editora que lançou escritores como Katherine Mansfield e T.S. Eliot. Virginia Woolf sofria de crises depressivas. Em 1941, deixou uma carta para seu marido, Leonard Woolf, e para a irmã, Vanessa. Nessa carta, ela se despede das pessoas que mais amou na vida, e se mata.

Virginia Woolf fez parte do grupo de Bloomsbury, círculo de intelectuais que, depois da Primeira Guerra Mundial, se opunha às tradições literárias, políticas e sociais da Era Vitoriana. Desse grupo participaram, entre outros, os escritores Roger Fry e Duncan Grant; os historiadores e economistas Lytton Strachey e John Maynard Keynes; e os críticos Clive Bell e Desmond McCarthy.

A obra de Virginia é considerada modernista. O fluxo de consciência foi uma de suas características mais conhecidas e das quais é vista como uma das pioneiras.

Suas reflexões sobre a arte literária - da liberdade de criação ao prazer da leitura - baseadas em obras-primas de Conrad Defoe, Dostoievski, Jane Austen, Joyce, Montaigne, Tolstoi, Tchekov, Sterne, entre outros clássicos, foram reunidas em dois volumes publicados pela Hogarth Press em 1925 e 1932 sob o título de The Common Reader - O Leitor Comum, homenagem explícita da autora àquele que, livre de qualquer tipo de obrigação, lê para seu próprio desfrute pessoal. Uma seleção desses ensaios, que mostram a busca de Virginia Woolf por uma estética não só do texto, mas de sua percepção, foi

publicada em português em 2007 pela Graphia Editorial, com tradução de Luciana Viegas. Virginia Woolf também publicou outro livro: “A Viúva e o papagaio” que não teve muito êxito.

  1. Patologias que estão presentes no filme “As Horas”

As patologias que surgem no filme “As Horas”, que afetam as três personagens (Virginia Woolf, Laura Brown, Clarissa Vaughn) são a depressão com a insatisfação e o fracasso de suas vidas. Há também a doença do personagem Richard que está com AIDS, e vive em um apartamento sujo e frio, uma história que gira em torno de um dos livros publicados por Virginia Wollf “Mrs Dalloway”.

Veremos como essas doenças interferem na vida das pessoas e como a AIDS interfere também na vida psicológica de uma pessoa.


Eu posso tentar reescrever o texto que você me enviou, usando minhas próprias palavras e conhecimentos. Veja como ficou:

Depressão ou Transtorno depressivo maior

É um problema psiquiátrico e psicológico caracterizado pela falta de prazer nas atividades diárias, por alterações cognitivas como a dificuldade de raciocinar corretamente, de se concentrar ou de tomar decisões, e por distúrbios psicomotores como a sensação de fraqueza, mudanças no sono como insônia ou sonolência excessiva e mudanças no apetite como a perda de apetite ou o aumento do apetite, redução do interesse sexual e pensamentos suicidas.

A depressão se diferencia do comportamento “triste” ou do humor melancólico, que afeta a maioria das pessoas regularmente, por ser uma condição prolongada (pelo menos seis meses no caso de menores de dezoito anos e um ano no caso de adultos) com fatores neurológicos acompanhado de vários sintomas específicos. Ou seja, depressão não é tristeza. É uma doença que precisa de tratamento.

As causas da depressão são inúmeras entre as mais notáveis estão as questões genéticas, alimentares, estresse, estilo de vida, rejeição, uso de drogas, problemas na escola como o bullying, e outros fatores.

Tipos de Depressão

Depressão dissimulada ou equivalente: Síndrome comum tratada pelo médico não psiquiatra. Os pacientes apresentam sinais típicos de depressão, mas o componente afetivo é afastado ou negado, muitas vezes expresso por sintomas somáticos. A depressão é revelada à medida que são penetradas as defesas do paciente.

Depressão reativa ou secundária: Surge em resposta a um estresse identificável, como perdas (reações a luto), doenças físicas graves

(tumores cerebrais, hipotireoidismo, etc.) ou uso/abstinência de drogas (corticoides, barbitúricos, anticoncepcionais, hormônio tireoidiano, etc.). Correspondem a 60% de todas as depressões.

Depressão menor ou distimia: Falta de humor crônico, que dura pelo menos dois anos nos adultos e se manifesta pela síndrome depressiva, onde o paciente consegue funcionar socialmente, mas sem experimentar prazer.

Depressão maior ou unipolar: Desordem primária e endógena, caracterizada por episódios depressivos em períodos variáveis da vida do paciente, geneticamente predisposto à doença. Atualmente, pode ser tratada com medicamentos e psicoterapia. Corresponde a cerca de 25% de todas as depressões.

Transtorno de humor bipolar: Desordem primária e endógena, caracterizada por episódios depressivos alternados com fases de mania ou de humor normal. No estado de mania, a pessoa tem prejudicado o seu raciocínio, bem como sua capacidade de julgamento e o comportamento social; envolve-se facilmente em negócios mirabolantes ou aventuras; toma atitudes inadequadas e incertas. Se não tratada adequadamente, pode evoluir para quadros psicóticos. Corresponde a cerca de 10% de todas as depressões.

Depressão psicótica: Forma mais grave e rara de depressão, caracterizada pela perda de autoestima, humor não-reativo a estímulos agradáveis, acentuado retardo ou agitação psicomotora, delírios (perturbações do pensamento) e alucinações

(perturbações da percepção).

Eu posso tentar reescrever o texto que você me enviou, usando minhas próprias palavras e conhecimentos. Veja como ficou:

Depressão pós-parto: O parto e as mudanças que ele provoca, sejam hormonais ou na rotina da mulher, podem ser um forte estressor, provocando a depressão em mulheres com predisposição à mesma.

AIDS- Síndrome de imunodeficiência adquirida

Doença que afetou Richard no filme “As Horas” que consequentemente o levou ao quadro de depressão grave o levando ao ato de suicídio

É uma doença do sistema imunológico humano causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Esta condição diminui progressivamente a eficácia do sistema imunológico e deixa as pessoas vulneráveis a infecções oportunistas e tumores. O HIV é transmitido através do contato direto de uma membrana mucosa ou na corrente sanguínea com um fluido corporal que contém o HIV, tais como sangue, sêmen, secreção vaginal, fluido preseminal e leite materno. Esta transmissão pode acontecer durante o sexo anal, vaginal ou oral, transfusão de sangue, agulhas hipodérmicas contaminadas, a troca entre a mãe e o bebê durante a gravidez, parto, amamentação.

A AIDS foi reconhecida pela primeira vez pelos Centers for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos, em 1981, e sua causa, o HIV, foi identificado no início dos anos 1980.

Embora os tratamentos para a AIDS e HIV possam atrasar o curso da doença, não há atualmente nenhuma cura ou vacina. O tratamento anti-retroviral reduz a mortalidade e a morbidade da infecção pelo HIV, mas estes medicamentos são caros e o acesso a medicamentos anti-retrovirais de rotina não está disponível em todos os países. Devido à dificuldade em tratar a infecção pelo HIV, a prevenção da infecção é um objetivo-chave para controlar a pandemia da AIDS, com organizações de promoção da saúde do sexo seguro e programas de troca de seringas na tentativa de retardar a propagação do vírus.

AIDS, depressão e a discriminação social.

Vários estudos têm sugerido que nos pacientes com AIDS, tanto usuários de droga quanto homossexuais, a solidão e o isolamento aumentam a morbidade psiquiátrica, especialmente a depressão.

A depressão é o diagnóstico mais frequente na consultoria psiquiátrica de pacientes infectados ou que apresentam AIDS e a reação de ajustamento é a mais prevalente entre as síndromes depressivas. Os sintomas mais comuns são: fadiga, dificuldade de concentração, prejuízos de memória, apatia, ansiedade, hipocondria e diminuição da libido. A intensidade dos sintomas é muito variável e depende da personalidade pré-mórbida e da capacidade do indivíduo de lidar com o estresse.

O tratamento inadequado de uma depressão pode inclusive alterar o prognóstico do paciente. Um paciente deprimido tende a não aderir ao tratamento, a não tomar as medicações prescritas e a não acatar as orientações médicas, além do risco aumentado de suicídio.

Mesmo com os avanços obtidos no tratamento e com os meios de contágios identificados, a sociedade continua a evitar o soropositivo como se o mero contato social fosse capaz de transmitir o vírus, o que infelizmente coloca a pessoa portadora do HIV frente a dois desafios: um seria manter o seu estado de saúde e por outro lado lutar contra o preconceito e a discriminação da sociedade que ainda confunde a evitação do vírus com a evitação do portador do vírus, como se pessoa e vírus fossem a mesma coisa, fundidos em um só estado de existência e identidade.

Devido ao choque que pode causar o diagnóstico positivo para o HIV dentro da família, algumas pessoas escondem seu estado de saúde, na maioria dos casos por medo de uma reação negativa por parte dos familiares. Por outro lado o apoio da família afeta de maneira positiva a auto-estima, a autoconfiança e a auto imagem do soropositivo e traz benefícios ao tratamento, fortalecendo o sujeito e o preparando para dar continuidade a sua vida, já que ser portador do HIV não é motivo para aposentadorias, trancamento de matrículas de estudo, abandono de atividades sociais, entre outros.

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