[#LeiaNacional] Entrevista com Debora Sapphire, autora do livro 'o mistério da mansão walker'

Debora Sapphire é o pseudônimo de uma influencer literária e colunista. Aliás, é uma empreendedora entusiasta da literatura e leitora beta profissional nas horas vagas. Adepta ao veganismo e à filosofia da bruxaria natural. Além de trazer consigo um senso crítico considerável para abordar com autoridade assuntos sociais e temas atemporais necessários a fim de levar reflexão importante aos leitores.

Aos 26 anos, já realizou diversas parcerias e entrevistas com autores nacionais ao longo dos últimos cinco anos. E segue em sua página do blog Amante da Arte da Literatura e nas redes sociais como @sapphiredebbie, divulgando autores nacionais contemporâneos em prol da valorização de toda a ampla literatura nacional. 

Passou anos estudando Comunicação Social. Mora no interior do estado de São Paulo. Bilíngue, com Certificação Internacional de Cambridge. Possui domínio cultural e fluência nas respectivas línguas, português e inglês. Já trabalhou como professora de inglês por alguns anos.

Para ela, sua afinidade com a escrita vem desde criança. Jovem adulta, tornou-se uma leitora assídua e vive criando histórias onde reina a diversidade e apresenta o empoderamento feminino em seu protagonismo. Inclusive, ela escreve suas narrativas sob um olhar crítico-social. Algumas nunca saem dos rascunhos de papel.


Confira a entrevista desta escritora fantástica:


1. Primeiramente, fale-nos um pouco sobre você.
Olá, pessoal! Agradeço pela oportunidade de participar desse quadro aqui no blog, para
autores nacionais. Meu nome é Debora. Eu tenho 26 anos. Escrevo desde os 13 anos sob o
pseudônimo de Debora Sapphire. Sou uma leitora antes de tudo e que sempre teve a arte da escrita como uma forma de terapia. Desde criança e agora adulta, sem dúvida, escrever ajuda a libertar minha mente cheia de ideias e histórias pra criar. Uma garota imaginativa com questões pessoais melhores resolvidas ao externá-las através da escrita. Gosto muito de participar de concursos literários e de escrita criativa desde muito nova. Já
que me divirto escrevendo.

2. Há quanto tempo você escreve, como começou?
Eu gosto muito de escrever, seja um artigo, uma resenha ou participações em outros livros de antologias de poesia, contos e crônicas. Como eu disse anteriormente, escrever é algo terapêutico pra mim. Então frequentemente estou ativa em algum projeto que envolva a escrita e a leitura também.
De vez em quando, recebo o convite de outros autores e colegas de profissão para escrever os prefácios e apresentações de seus livros.
Desde a época da escola, uma das minhas matérias preferidas é a literatura. Quando eu tive a oportunidade de escrever uma redação e alguma história,
independente do gênero literário, ou um texto dissertativo, eu já me animava. Aos 26 anos, finalmente me tornei uma autora publicada. Em uma obra independente.

3. Você teria algum segredo de escrita? Algo que faça com que você se sinta
inspirada/o antes de iniciar um novo livro?
Acredito que escrever tem muito a ver com prática. Assim como a leitura, a escrita é uma atividade diária na minha rotina. Um hábito para mim. Inspirações, eu costumo retirar de todos os lugares. Por exemplo; minhas próprias experiências do dia-a-dia, das experiências
de outras pessoas e de pensamentos que surgem de reflexões intimistas. Gosto de observar as coisas acontecendo à minha volta, analisar situações cotidianas e ver as reações psicológicas das pessoas e o comportamento humano diante desses acontecimentos da atualidade ou atemporais. Como escrevo muito por um olhar crítico-social, essa parte da minha personalidade observadora com senso crítico e

autocrítica, me faz querer escrever sobre muita coisa. O tempo todo. Então isso praticamente ajuda muito na hora de criar diálogos para os meus personagens complexos. Sobretudo as protagonistas femininas fortes e empoderadas, as quais fogem totalmente dos
estereótipos de mocinhas.

4. Quais foram suas principais referências na literatura, arte e/ou cinema?
Para escrever o meu livro de estreia: " O Mistério da Mansão Walker", a minha maior referência é a rainha do crime Agatha Christie. Além dessa referência de ficção policial, gosto de ler outras escritoras de fantasia sombria. Portanto, de alguma maneira, cada uma delas acaba me influenciando. E algumas das minhas referências, até vem de séries como Sandman e O Conto da Aia. E obras como Drácula de Bram Stoker e Frankenstein de Mary Shelley. Tanto que no livro há várias referências da cultura pop, voltada mais para a
literatura gótica.

5. Qual foi seu trabalho mais desafiador até hoje em relação à escrita?
Escrever O Mistério da Mansão Walker foi desafiador no sentido de finalmente ter coragem para o mundo conhecer uma história que está longe de ser um conto de fadas. Há personagens imperfeitos e complexos. Lançar um enredo com uma protagonista que é uma anti-heroína já é desafiador e moderno. Talvez muitos possam não estar preparados, outros
já estão na hora de sair da zona de conforto do policiamento correto.
Eu queria escrever um livro que pudesse mexer com as pessoas e causar certo desconforto. E ao mesmo tempo, entrar na mente de personagens reais, fora do padrão, profundos e intensos e entender suas ações e pensamentos discordando ou não, porém acima de tudo, refletir sobre o porquê desse pensar de tal forma e agir de tal modo.

6. Qual a parte mais difícil de se escrever um livro?
A meu ver, mais difícil do que finalizar um livro é iniciá-lo. Por muitos motivos, deixamos algo pra depois e nunca sai de um pensamento ou rascunho de papel. Decidir começar a escrever o livro é o primeiro passo, mas por uma série de cobranças internas e até mesmo pessimismo, muitos autores não iniciam seus livros ou têm medo de compartilhá-lo. O mais difícil é aceitar que seu livro está pronto para alçar voo para os leitores. E como a experiência de cada leitor é individual, claro que o feedback de todos será único e diferente. Por isso, bate aquele friozinho na barriga tanto por uma repercussão positiva quanto pela negativa. Acho que todo autor deve estar preparado para isso. E não falo sobre haters, e sim sobre críticas construtivas. O que um leitor pode achar maravilhoso, pra outro pode não funcionar. O que está tudo bem. Isso não é o que valida ou invalida nosso trabalho. Para alguém, o livro será um Oásis. E é nesse leitor que precisamos focar. Porque o livro pode
fazer uma grande diferença na vida dele ou dela.

7. Qual foi seu primeiro livro, o que pensou ao iniciar sua escrita? o que te incentivou?
Ainda falando sobre esse meu lançamento recente do dia 17/12, O Mistério da Mansão Walker. Eu só pensei que como uma história se destacou mais na minha mente, a todo custo eu precisava abrir o notebook e escrever. Logo depois, a história parece criar vida própria. Passei noites em claro e madrugada afora escrevendo. Uma palavra para descrever o ato de escrever esse livro: libertador. É libertador poder colocar essa história para fora, assim surgiu o livro. Simplesmente de uma necessidade minha de contar essa história. Uma história que acredito ser poderosa. Um livro que eu queria não só escrever, mas ler
também.

8. Tem algum personagem que você tenha criado ao qual foi difícil desapegar?
Sim, com certeza. Vamos falar da minha protagonista Jennifer Walker, ela tem tanto potencial dentro dela que está se redescobrindo. Acho uma das personagens mais complexas que escrevi. E escrever sobre a jornada de autoconhecimento dela, muitas vezes, também me ajudou de muitas maneiras a lidar com emoções conflitantes minhas.

9. Quais são suas principais referências literárias na hora de escrever?
Na verdade, eu não penso muito sobre referências literárias enquanto estou escrevendo. Mas, como eu disse, a literatura gótica é uma referência que vem naturalmente por eu gostar muito de consumir.

10. Você teria algum segredo de escrita? Algo que faça com que você se sinta
inspirada/o antes de iniciar a escrita de um novo livro?
Não necessariamente. No meu caso, o primeiro de tudo, a história precisa fazer sentido pra mim. Se eu sentir que a história precisa ser contada e faz alguma diferença contar ou não, eu abro o notebook e o resto flui muito bem.

11. Você reúne notas, anotações, músicas, filmes e/ou fotografias para se inspirar
durante a escrita?
Não tenho esse hábito. Até para não atrapalhar, de algum modo, a fluidez na hora da escrita. Principalmente não durante o processo de escrita. Porém, depois que o livro vai para a leitura sensível e crítica, começo a fazer a minha própria revisão e fortalecer uma
coisa ou outra com uma boa pesquisa.

12. O que você faz para driblar a ausência de criatividade que bate e trava alguns momentos da escrita? Existe algo que você faça para impedir ou driblar estes momentos?


Pausa. Eu passo horas e madrugadas escrevendo, meu horário favorito, quando minha mente está mais ativa. E o silêncio reina. E isso fisicamente é desgastante, então a "ausência de criatividade", muitas vezes, pode ser um desgaste mental e físico. Mesmo que eu possa estar tão imersa na escrita e não perceber, o meu corpo humano, vai sentir esse
esforço físico e mental. Em razão disso, procuro tirar um tempo para colocar o sono em dia e pausar a escrita. Logo depois, quando me sentir melhor disposta e descansada, renovada, geralmente volto a escrever a todo vapor. Evito forçar a escrita, quando meu corpo e minha mente gritam por descanso. Extrapolar qualquer atividade física ou mental,
ou ir além do limite humano, isso não é saudável.


13. A maioria dos autores possuem contatos e amigos de confiança para mostrar o progresso do seu trabalho durante o percurso da escrita. Você teria um time de “leitores beta”, para analisar seu livro antes de prosseguir com a escrita?


Bom, eu costumo recorrer aos leitores, profissionais, influencers literários, outros jornalistas e escritores, ou até mesmo os profissionais pagos para fazer a leitura crítica. Antes e após a preparação de texto e revisão, feitos por profissionais freelancers ou não do mercado editorial. Tenho meus leitores betas sim, literalmente, para fazer a leitura de betagem. Um
processo muito importante para o livro passar.
Entretanto, se eu for publicar com editora, o processo já é diferente. Porque passa pelo editor(a), quem vai ler o livro pra fazer a leitura crítica e cuidar de todo o processo a seguir. Antes de encaminhar para a revisão textual.


14. Qual a parte mais complicada durante a escrita?

Depende, a paciência é algo complicado pra mim. Porque são meses entre a leitura de betagem, a crítica, sensível e a revisão, tanto minha quanto da revisora profissional. Então, surgem muitas cenas novas ou que podem melhorar nesse meio tempo e a pressa pra juntar tudo e encaixar no contexto leva alguns meses.
Confesso que bate uma certa ansiedade, apesar de controlada.
Muitas vezes, o estresse por problemas externos pode ser complicado também e travar a escrita. Nesses dias, eu faço uma pausa pra não contaminar minha escrita de tal livro igualmente. Seja em qual original eu estiver trabalhando no momento.

15. Você prefere escrever diversas páginas por dia durante longas jornadas de escrita
ou escrever um pouco todos os dias? O que funciona melhor para você?

Olha, eu nunca pensei muito sobre isso. Porque quando começo a escrever e a escrita flui, eu só paro para descansar, beber água, comer e por necessidade de dormir entre outras. Realmente fico imersa na escrita quando está fluindo.

Claro, tem dias e momentos que esse ritmo diminui ou aumenta. Então depende muito do dia também, se eu não tiver nenhum compromisso marcado que precise pausar a escrita.

16. Em relação ao mercado literário atual: o que você acha que deve melhorar?


Acho que no mercado editorial, as editoras como qualquer empresa, acabam por não apostar em títulos de autores desconhecidos e ainda sem uma determinada quantidade de público já consumidor do livro. Penso que é totalmente lógico não arriscar em um material que não há retorno certo para eles. Isso é normal para uma empresa. Porém, com as opções de publicação independente para autores nacionais em tantas outras plataformas, hoje em dia, as publicações independentes vêm crescendo. E acho isso muito positivo, no sentido de que os autores podem contratar uma equipe de assessoria literária e marketing por conta própria, sem depender de vínculos com editoras. O que acaba compensando bem
mais, muitas vezes.


17. A maioria das pessoas não conseguem se manter ativas em vários projetos, como
funciona para você, você escreve vários rascunhos de diferentes obras ou se
mantém até o final durante o processo de um único livro?
Depende muito, se estou escrevendo um conto e uma pequena participação em outro projeto que não exige tanto de mim, ou me dedicando a escrita de um exemplar mais complexo de 70 mil palavras, como foi o caso de O Mistério da Mansão Walker.

18. O que motiva você a continuar escrevendo?
O que me motivou a continuar escrevendo O Mistério da Mansão Walker foi o feedback dos meus leitores betas e todo apoio que recebi de outros leitores e escritores, os profissionais que acreditaram nesse projeto, assim como eu desde o início.

19. Que conselho você daria para quem está começando agora?
Meu conselho é escreva. E mantenha a mente aberta para contratar profissionais qualificados para te ajudar a entrar nesse mercado, não se sobrecarregue querendo fazer tudo sozinho. Não tenha pressa nem crie altas expectativas. Tenha em mente
o objetivo de fazer o seu livro ser lido e publicado para estar com qualidade nas mãos dos leitores certos. Pensar no depois como fazer sucesso e ganhar dinheiro, isso só atrapalha muitos autores.
Entendo que muitos escritores pensam em ganhar uma renda com a escrita, de imediato. E isso pode gerar frustração. Mas, o principal pra quem está começando agora é ser lido. O resto vem com o tempo e muito trabalho duro. Minha agente literária tem me ajudado muito nos outros requisitos ao ingressar na carreira literária, porque só pensar em escrever, já dá trabalho.

20. Para você, qual o maior desafio para um autor/a no cenário atual? Você tem algum
hábito ou rotina de escrita?
Na minha visão é conciliar a escrita com a vida pessoal. Se sua vida pessoal ou profissional não estiver alinhada com os seus objetos para ingressar na carreira como escritor(a), há grandes chances da escrita não ser sua prioridade. O que pode mais atrapalhar do que ajudar. Pois você pode cair na procrastinação. Ou seja, nunca iniciar nada e também não finalizar nenhum livro. Há quem goste de escrever só por hobby também. E tudo bem. Muito do que escrevo, eu não tenho a intenção de publicar. Então é bom estabelecer objetivos e não desistir deles. Organização com foco é fundamental, independente de tudo.

21. Como você enxerga o cenário literário atual e a recepção dos leitores da atualidade em relação aos novos autores?
Eu evito contato com escritores que tenham uma visão da carreira literária muito contrária à minha, porque isso pode desanimar muito um escritor iniciante e contaminar minhas motivações. Então, assim como na vida real, se afaste de pessoas negativas e que não vão te agregar em nenhum desenvolvimento pessoal. Somente tenha por perto pessoas que vão te colocar para cima e orientar da melhor forma possível, sem tentar te colocar para baixo a fim de diminuí-lo.
Como influencer literária e resenhista, muitos dos meus autores parceiros me incentivaram muito e me senti acolhida em todo o processo de escrita. Até a finalização do livro e divulgação de lançamento. Lá no Clube do Livro Arte da Literatura, onde tenho contato com leitores, criadores de conteúdo literário, profissionais do livro e outros escritores do ramo.

22. Se pudesse indicar quatro obras literárias que te inspiraram, quais seriam?
E Não Sobrou Nenhum, de Agatha Christie. SINHÔ: Sangue na Serra dos Cristais, de Túlio Augusto Lobo. A série Crônicas Lunares, de Marissa Meyer. E por último,1984, de George Orwell.

23. Que conselho você daria para quem está começando a escrita do primeiro livro?

Tente não cobrar tanto de si. Acho que se sobrecarregar com negatividade já atrapalha qualquer escrita. Apenas escreva, sem se preocupar com o que vem depois. Cuidado pra escrita não se tornar um fardo.

24. O que esperar para o ano de 2023 em relação à sua escrita?
Continuar a escrever e fazer com que as pessoas leiam meus livros, acho que é o principal. Tenho um público alvo em mente que quero alcançar. E, inclusive, ter a mente aberta para aprender e melhorar sempre a minha escrita, sem perder a minha essência, é claro. Vem aí, a publicação do meu livro físico também: "O Mistério da Mansão Walker". Este ano, saiu o lançamento do e-book, o livro em formato digital lá em plataformas como a Amazon. Disponível para leitura gratuita com assinatura Kindle Unlimited. O livro já está cadastrado na maior plataforma de leitores do Brasil, então quem tiver Skoob, bora lá adicionar na biblioteca. Ajuda muito!

Compre o livro: Amazon

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