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Escritos antigos refletem a cultura de um povo ou um período da história humana. Seus autores são verdadeiros artistas, dedicados a trabalhar a linguagem de forma única e a pensar temas que sempre farão parte de nossas vidas.

Mas mesmo com sua importância percebida, os clássicos são deixados de lado até mesmo por leitores diligentes. Muitas pessoas têm dificuldade de aprender, antes mesmo de entrar em contato com a profissão.

Neste post, vamos quebrar estereótipos sobre a antiguidade e contar os motivos que justificam o estudo dessas obras ultrapassadas, além de mostrar como esse conhecimento pode ser útil para seus alunos e sua trajetória dentro e fora da sala de aula. Confira!

Iracema

Uma das histórias de amor mais aclamadas da literatura brasileira, Iracema apresenta o romance do herói branco com a virgem dos lábios de mel. A bela índia Iracema detém o segredo da Jurema, que lhe cobra virgindade. O valente guerreiro português Martim tem a missão de fiscalizar a costa cearense contra invasões estrangeiras. Desse amor proibido nasce o primeiro mestiço, símbolo do povo brasileiro. Obra mais conhecida da literatura romântica nacionalista de José de Alencar, Iracema é uma aventura épica recheada de lirismo poético.

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Senhora, de José de Alencar

Uma das obras mais românticas da literatura nacional, Senhora, de José de Alencar, apresenta como protagonista Aurélia Camargo, mulher de caráter firme e personalidade imperiosa, que aos dezoito anos já é dona de si.
Filha de uma pobre costureira, Aurélia namora com Fernando, que a rejeita para se casar com uma moça rica. Ao herdar uma grande fortuna do avô, Aurélia passa a ser muito disputada por pretendentes, mas resolve articular um plano para se casar com o ex-namorado.
Dividido em quatro partes que retratam uma transação mercantil - preço, quitação, posse e resgate – o romance se passa numa época em que ganância por posição social e casamentos por interesse eram mais importantes que o amor.

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O cortiço, de Aluísio Azevedo

Pobreza, corrupção, injustiça, traição são elementos integram O cortiço, principal obra do Naturalismo brasileiro. Nela, Aluísio Azevedo denuncia as mazelas sociais enfrentadas pelos moradores de um cortiço no Rio de Janeiro no século XIX. É um romance que convida a analisar por meio da observação crítica do cotidiano das personagens a animalização do ser humano, questão que se mostra, mais do que nunca, atual.

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Dom Casmurro, de Machado de Assis

Dom Casmurro, de Machado de Assis, é uma das obras mundialmente célebres da literatura brasileira. O romance trata das memórias do narrador-personagem Bento Santiago, o advogado recluso e calado que recebe e adota o apelido mencionado no título da obra. Com a sutileza que lhe é própria, Machado de Assis explora as incongruências desse personagem, deixando transparecer sua insegurança e ciúme. As ambiguidades de Bentinho moldam o mais famoso “narrador não confiável” da nossa literatura.

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Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), um dos principais romances da literatura brasileira, inaugura a fase madura de Machado de Assis e concretiza o ideal estético que consagrou o autor e marca sua obra.

Revolucionário e provocativo, o romance rompe com tradições literárias e sintetiza a crítica machadiana à elite brasileira da época. Um dos personagens mais populares da nossa literatura, Brás Cubas é um defunto-autor que dedica sua obra ao verme que primeiro roeu as frias carnes de seu cadáver. O protagonista narra suas memórias, intercalando episódios, delírios, reflexões e teorias, não poupando ninguém do seu olhar crítico e expondo as atitudes mesquinhas que teve em vida.

É definitivamente uma obra imperdível que, com linguagem fluente e coesa, conduz sedutoramente o leitor por uma narrativa que deixa nas entrelinhas muito material para reflexões mais profundas.

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Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto

Sátira impiedosa do Brasil oficial, Triste Fim de Policarpo Quaresma narra o destino tragicômico de um nacionalista ingênuo e idealista, completamente alucinado pela ideia de fazer do Brasil um país grandioso. Para isso, ele bola estratégias amalucadas, prega o retorno do tupi-guarani e insiste em redigir documentos oficiais nessa língua. Com uma narrativa leve e cômica, recheada de críticas a vários aspectos da sociedade, a obra faz uma descrição política do Brasil da Primeira República, enfocando fatos históricos do governo de Floriano (1891 - 1894), e traça um rico painel social e humano dos subúrbios cariocas na virada do século. Considerado expoente do Pré-Modernismo brasileiro, Triste Fim de Policarpo Quaresma é uma história farsesca e extremamente divertida.

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Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida

Único romance de Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um sargento de milícias (1854) foi publicado no auge do Romantismo, mas se distanciou dos traços idealizados e sentimentalistas que prevaleciam na época. Com estilo objetivo e realista, semelhante ao das crônicas históricas e de costumes, a obra destaca a população anônima das ruas do Rio de Janeiro nos tempos de D. João VI, sobretudo das zonas pobres da cidade, e ironiza regras, vícios e atitudes amorais da sociedade no início do século XIX. 

Nestas Memórias, um narrador onisciente relata com humor e dinamismo os esforços do personagem Leonardo para sobreviver e driblar as adversidades de sua condição social. Ao se deixar levar pela esperteza, pelas mentiras e pelas confusões e aproveitando-se dos episódios de sorte que tem na vida, o anti-herói Leonardo, “filho de uma pisadela e de um beliscão”, torna-se o primeiro grande malandro da literatura nacional.

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Macunaíma, de Mário de Andrade

Pense em um personagem preguiçoso e sensual, a um só tempo índio, negro e branco. Esse é o nosso herói, Macunaíma, símbolo de um povo em formação. Ele nasce negro, em uma aldeia indígena. Já na infância, manifesta sua principal característica: a preguiça, e desde tenra idade sofre uma pulsão sensual que não conhece limites. Sua saga envolve a busca pela muiraquitã, um amuleto de pedra, que o leva a São Paulo, onde, após banhar-se em águas encantadas, se torna branco, louro e de olhos azuis. Festejada pelo estilo inovador da linguagem e da narrativa, a obra traz uma combinação de espaços, dialetos e elementos populares bem ao gosto do programa modernista. Sua ordem não é cronológica ou racional. Sua trama é surrealista, onde tudo pode acontecer. Com Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, publicado em 1928, Mário de Andrade dá um mergulho na alma nacional. A intenção dele era sair do padrão. Sua ideia era provocar, inquietar, chocar. E conseguiu.

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Ursula, de Maria Firmina dos Reis

A Edições Câmara traz mais um volume da série Prazer de Ler, a coletânea com as obras de Maria Firmina dos Reis, primeira escritora negra de que se tem notícia em nossa literatura e pioneira na denúncia da opressão a negros e mulheres no Brasil do século XIX.


A coletânea inclui o romance Úrsula, seu texto mais publicado, o conto abolicionista A escrava, o indianista Gupeva e a antologia de poesias Cantos à beira-mar, reunidos pela sua inequívoca qualidade literária.
Com o lançamento deste livro, a Edições Câmara busca reafirmar a importância da obra de Firmina, mulher, negra, educada, maranhense e uma voz da resistência feminina. A força de sua literatura é um convite à reflexão sobre temas como a escravidão, o sexismo e o lugar da mulher na sociedade paternalista e escravocrata da qual foi contemporânea.

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Pássaros sem ninho, de Clorinda Matto de Turner

Com Pássaros sem ninho, Clorinda Matto de Turner elevou a figura do índio a protagonista na literatura da América Latina. Também foi ela quem reivindicou o reconhecimento do quéchua como uma língua portadora de cultura. Defensora radical da tradição andina, a escritora sempre trabalhou para as principais publicações culturais do Peru. Acreditava que o quéchua deveria ter um papel constitutivo na vida da nação peruana e que os povos andinos tivessem uma posição central em um projeto político-nacional.

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Conto de crianças chinesas, de Sui Sin Far

Este segundo volume de Sra. Fragrância Primaveril foi pensado pela autora como um adendo de contos destinados aos chamados "celestiais" ou seja, as crianças chinesas. Em contraste com os contos adultos, estes têm como pilares crianças protagonistas e temas infantis. A moral e a ética chinesas se apresentam já na tenra idade, seja pelo exemplo dos mais velhos, seja pela inocência e honestidade dos pequenos.

De todo modo, as questões temáticas mais profundas da obra de Sui Sin Far continuam a ser abordadas: o preconceito para com os imigrantes, as mazelas sociais que um mestiço precisa enfrentar, o machismo, o respeito às tradições, a adaptação a um país completamente diferente, a preservação dos costumes por meio da vida em uma comunidade quase fechada, as Chinatowns. Como preservar sua cultura original e ao mesmo tempo se integrar a uma nova sociedade? É possível a uma criança chinesa nascida na América abraçar duas realidades tão diferentes: dentro e fora de casa?

Edith Maude Eaton (1867-1914) foi uma das precursoras do multiculturalismo com sua obra Sra. Fragrância Primaveril, sob o pseudônimo de Sui Sin Far. Ela mesma era filha de pai americano e mãe chinesa, é considerada a primeira descendente a escrever sobre a condição sociocultural dos imigrantes chineses na América. Nessa coleção de contos publicados originalmente em dezenas de revistas e compilados em 1912, Sui Sin Far analisa de maneira delicada e real as mazelas da convergência de dois povos tão diferentes na região da Califórnia.

Título original: Mrs. Spring Fragrance (1912)

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A voz da esperança, de Castro Alves

A Edições Câmara traz mais um volume da Série Prazer de Ler: a antologia poética A Voz da Esperança, de Castro Alves, com seleção, organização e apresentação do poeta, contista, ensaísta, professor e imortal da Academia Brasileira de Letras Antônio Carlos Secchin.
A obra apresenta os principais poemas do autor divididos em seis núcleos temáticos: o amor, a liberdade, a morte, a natureza, a saudade e a própria poesia. Em seus poemas de caráter épico-social, dos quais o mais famoso é “O navio negreiro”, constata-se a marca vigorosa da oratória e a denúncia das mazelas da escravidão.
Antônio Frederico de Castro Alves, intitulado o “poeta dos escravos”, é poeta e dramaturgo. Entre suas obras mais conhecidas estão: Espumas Flutuantes (1870), A cachoeira de Paulo Afonso (1876), Os escravos (1883) e Hinos do Equador (1921).

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Cartas de um defunto rico, de Lima Barreto

O livro não acabou. O livro não acabará. Telefones, tablets e eReaders só aumentam nossa paixão por livros porque ampliam possibilidades, criam novos caminhos.

Isso é que o motiva a coleção Para Ler em Pé, lançada pela Mórula Editorial. É uma coleção com textos de autores brasileiros para levar para qualquer lugar. Não pesa nas costas, não dá trabalho para carregar. São textos curtos, para nós, viciados em leitura que queremos ler na fila, no avião, no metrô ou no ônibus.

A cada quinze dias um texto novo. Sempre às quartas-feiras, gratuito, na loja virtual da livraria Cultura e da Kobo. É só baixar e curtir em doses suaves o vício de ler.

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A espera, de Lygia Fagundes Teles

Publicado pela primeira vez em livro, "A espera" é a história do fugaz reencontro de um casal de namorados dez anos após uma abrupta separação. Nikos, o grego, saíra para dar uma volta antes de buscar Marghí para, juntos, assistirem à Missa do Galo. Ele não voltou. Em vez disso, decidiu sair pelo mundo. Um conto que retoma um tema caro à autora: amor versus liberdade.

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Leviatã, de Joseph Roth

Nissen Piczenik, um judeu do distante vilarejo de Progrody, vive como vendedor de colares e adornos feitos de corais. Homem honesto e comprometido com seu ofício — criar e comercializar suas belas "joias vivas" —, Piczenik nunca ousou sair de sua vizinhança. Porém, seduzido pelo antigo desejo de conhecer o mar, ele mergulha em uma aventura ao desafiar sua rotina e deixar para trás tudo aquilo que cultivou até então: sua freguesia e seu impecável artesanato. A breve ausência coincide com a chegada de um novo comerciante, um húngaro que milagrosamente vende corais mais belos e baratos. Assim, toda uma vida de comedimento se transforma em tragédia: ao deixar o lar para saciar o desejo pelo desconhecido e abandonar uma rotina sufocante, Piczenik é tomado pela inebriante vida de Odessa, uma grande cidade portuária com incontáveis navios; ao retornar, o analfabeto vendedor de colares de corais rende-se à chegada ao novo representado por seu concorrente poliglota de Budapeste.

Até a fatídica viagem, o personagem judeu Nissen Piczenik é o avesso do autor judeu Joseph Roth. A vida repetitiva, simples e completamente íntegra do Piczenik das primeiras páginas do texto é o inverso exato da de Roth, um típico outsider: judeu, exilado, altamente individualista, profundamente cosmopolita, que adorava a controvérsia e que viveu em hotéis durante boa parte de sua vida. Piczenik, em sua busca pelo desconhecido e sua paixão pelo mar, supera a sensação de não pertencimento àquela rotina de artesão e vendedor de joias feitas de corais para aproximar-se de seu criador. Sua busca é a mesma de Roth, ele procura o novo, o diverso e o desconhecido.

Assim como muitas das obras de Joseph Roth, O Leviatã combina culturas diversas. A história se passa em um vilarejo fictício da Europa Oriental, onde comerciantes judeus — com suas sinagogas, vestes de reza, jejuns e festas — convivem com camponesas e camponeses russos. Mas além da estética, as ideias judaicas estão presentes na transformação do protagonista, na citação do monstro marinho do Velho Testamento e na tentação do diabo representada pelo cosmopolita húngaro.

O texto é recheado de encontros interculturais. A história se passa em uma região do interior russo em algum momento entre a Guerra Russo-Japonesa (1904-1905) e a primeira Guerra Mundial (1914-1918). Nela, o reino czarista se apresenta nos cenários da viagem e na figura do marinheiro Komrower, que leva à província o aroma de São Petersburgo ao contar as histórias fantasiosas das forças navais russas. No trem para Odessa, Piczenik tem contato com um comerciante de pérolas da realeza, faz escala em Kiev, conhece o Mar Negro e até visita uma fragata em companhia de um oficial da marinha russa. Finalmente, a história também está calcada na cultura alemã, pois foi escrita nessa língua por um autor austro-húngaro.

Essa parábola aborda um problema moral bastante claro. O motivo da tentação leva um homem honesto a revelar seus valores e ideais. No caso de Piczenik, além do seu amor pelos corais, há também a sua identidade judaica.

A tentação é representada pelo negociante húngaro Jeno Lakatos, cuja aparência se assemelha à concepção cristã do demônio: cabelos negros, olhos escuros, magro e o odor e a fumaça característicos quando seus corais são queimados. Mas o demônio mais proeminente é o próprio Leviatã da mitologia do Velho Testamento, que repousa no fundo do oceano, invencível senão perante o próprio Deus. Na narrativa, ele é o senhor do mar que cativa Piczenik quando este decide deixar sua terra natal e suas raízes judias.

Título original: Der Leviathan (1938)

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As roupas fazem as pessoas, de Gottfried Keller

Gottfried Keller narra, de maneira brilhante e bem-humorada, as desventuras de Wenzel Strapinski, um alfaiate desempregado e faminto que vaga sem destino e cuja única posse são suas roupas, distintas e elegantes, feitas por ele mesmo. Exatamente por usar roupas bem acabadas e por ser um jovem esguio e belo, Strapinski é carregado por uma sequência de enganos — arquitetados ou não — sobre sua pessoa. Confundido com um conde polaco, se hospeda na cidade de Goldach, onde inadvertidamente cai nas graças de seus habitantes. Entre matar sua fome e o medo de revelar a verdade, tenta fugir, mas se apaixona por uma bela nobre da região. O texto mostra como uma pequena brincadeira e alguns enganos podem levar a consequências extraordinárias e fora de controle.

Até que ponto somos responsáveis pelo nosso destino? Até onde nossas escolhas nos levam? As roupas fazem as pessoas, em um estilo que já foi chamado de "comédia confusa" e "poesia realista", levanta tais questões e faz uma análise crítica e atemporal da superficialidade da sociedade. Não são os valores intrínsecos que servem como base para a avaliação de alguém, mas um mero sinal externo de prosperidade. Ainda assim, propõe uma resposta harmoniosa e conciliadora. Keller sugere que, em última análise, o ser é mais importante do que o (aparentar) ter.

Três lugares e culturas se confundem na narrativa: Suíça, Alemanha e Polônia, compondo uma história fascinante sobre a natureza rica e sutil da sociedade europeia no começo do século 19, mostrando como aspectos medievais se estendem, muitas vezes imperceptivelmente, até os dias atuais. No entanto, a reflexão que o livro propõe ultrapassa características meramente socioculturais e adentra campos psicológicos universais. A forma como nos apresentamos aos outros é um reflexo de nossa cultura e sistema de crenças. A aparência é também uma forma de interculturalidade, mesmo quando construída habilmente para enganar.

Trata-se de um texto atemporal, especialmente ao tratar de uma questão universal ao navegar no tema das pessoas que empregam — conscientemente ou não — esforços para projetar uma imagem maior e mais próspera de si, a qual muita vez contradiz diretamente a imagem real.

Título original: Kleider machen Leute (1874)

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As viagens de Gulliver, de Jonathan Swift

Obra mais famosa de Jonathan Swift, Viagens de Gulliver é um genial tratado de filosofia política. Em suas viagens, o personagem conhece diferentes regimes políticos e os analisa profundamente. Tudo isso é feito "com a pena da galhofa" e é exatamente essa capacidade que tornou Gulliver um personagem polêmico e um sucesso imediato.

Em Viagens de Gulliver, Swift dispara sua fúria satírica contra a ciência, a sociedade, a economia, o comércio e a política de seu tempo. Até mesmo a decisão de escrever em formato de relato de viagem é uma resposta sarcástica ao sucesso que a obra Robinson Crusoé conquistava na época em que Swift começou a produzir o texto.

Tudo em Gulliver é polêmico, inclusive o fato de um livro que foi descrito por Thackeray (1811-1863) como "imundo em palavras, imundo em pensamentos, furioso, violento e obsceno" ter se tornado ao longo do tempo uma história de caráter infantil.

Swift influenciou autores como George Orwell (1903-1950) e os brasileiros Machado de Assis (1839-1908) e Monteiro Lobato (1882-1948). A visão de um estrangeiro em situações insólitas nos remete aos contrastes culturais enfrentados pelos fluxos migratórios que chegaram ao Brasil desde sua tomada pelos europeus e, depois, por outros povos imigrantes de toda sorte, como japoneses, italianos, alemães, africanos, judeus, sírios, armênios e árabes. Tornar Gulliver acessível gratuitamente é uma conquista para todos os leitores em língua portuguesa.

Título original: Gulliver's Travels (1726)

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A porta no muro, de H.G Wells

Escrito por H. G. Wells, conhecido como pai da ficção científica moderna, e publicado pela primeira vez em 1906, “A porta no muro” nos levará ao mundo de lembranças do nosso protagonista, que certa vez encontrou uma misteriosa porta verde numa parede branca. Cada decisão tomada por ele em diferentes momentos da vida é uma porta que se abre. E cabe a nós confiar no narrador enquanto ele nos guia através dessa jornada cheia de alegorias sobre o conflito da humanidade, entre atender ao chamado dos nossos sonhos ou a expectativa da sociedade.

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Os sertões, de Euclides da Cunha

Considerada uma das obras-primas da literatura brasileira, descreve as batalhas entre os homens liderados por Antonio Conselheiro e o exército brasileiro, de acordo com a visão de Euclides da Cunha. Com seu apurado estilo jornalístico-épico, traça um retrato dos elementos que compõem a guerra de Canudos: a Terra, o Homem e a Guerra. Euclides da Cunha foi o único jornalista que atentou para a valentia dos jagunços.

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