Compêndio Mítico do Rio de Janeiro, de Alberto Mussa, ganha nova edição


Mussa criou uma coleção de cinco volumes primorosos que buscam resgatar a história popular do Brasil por meio de segredos e superstições. Cada um dos volumes é uma novela policial que se passa em um século diferente da história do Rio de Janeiro. O primeiro livro, O Trono da Rainha Jinga, se passa em 1626. O segundo, O Senhor do Lado Esquerdo, começa com um crime cometido em 1913. A Primeira História do Mundo se passa em 1567, quando a cidade do Rio de Janeiro tinha apenas dois anos de idade e pouco mais de 400 moradores. Já em A Hipótese Humana, Mussa utiliza a cosmologia indígena brasileira como ponto de partida para a narrativa de um assassinato que envolve capoeira e agentes secretos da polícia. Em todas as obras, o autor utiliza crimes para reconstruir o mito do Rio de Janeiro.

Alberto Mussa narra a história do Rio de Janeiro em cinco romances fascinantes, um para cada século desde a fundação da cidade. Em um box exclusivo com novas capas e texto de Hermano Vianna, as obras independentes podem ser lidas em qualquer ordem e têm em comum a pertinência a cinco gêneros tradicionais do romance: o carioca, o histórico, o fantástico, o policial e o de adultério, proporcionando uma experiência única aos leitores. Vencedor de prêmios como Casa de las Americas, Biblioteca Nacional e ABL, entre outros, Mussa afirmou que a história dos crimes de uma cidade é o que a define, não seu povo ou cultura. O Compêndio Mítico do Rio de Janeiro é uma reunião inédita dos cinco romances, apresentada em um box exclusivo com capas novas e um livreto escrito por Hermano Vianna.


 Confira alguns detalhes sobre a publicação abaixo:


Alberto Mussa, vencedor dos prêmios Casa de las Americas, Biblioteca Nacional e ABL, entre outros, afirmou certa vez que uma cidade não se define pelo temperamento de seu povo ou pela sua cultura, mas pela história de seus crimes. Com este Compêndio Mítico, Mussa conta a história do Rio de Janeiro em cinco romances policiais instigantes, um para cada século desde a fundação da cidade, trazendo um recorte que expõe as entranhas e a poderosa mistura de culturas e povos da capital fluminense. Obras independentes, que podem ser lidas a qualquer momento, em qualquer ordem, os livros do Compêndio pertencem, cumulativamente, a cinco gêneros tradicionais do romance: o carioca, o histórico, o fantástico, o policial e o de adultério. Um deleite para os leitores.

 

A primeira história do mundo (256 páginas)

Em 1567, é registrado formalmente o primeiro assassinato no Rio de Janeiro: um homem encontrado morto a flechadas, um crime passional, que, entre suspeitos, acusados e testemunhas, envolveu 15% da população da cidade à época. A primeira história do mundo recria o Brasil em formação em um romance de aventura, com piratas, pilantras, heróis e aventureiros destemidos e ambiciosos numa terra sem lei.

 

O trono da rainha Jinga (128 páginas)

Cinco crimes, supostamente engendrados por uma irmandade secreta de escravos, a heresia de Judas, movem a trama. Para elucidar os fatos, Unhão Dinis, um juiz "por provimento régio", junto com o armador e baleeiro Mendo Antunes, irá ao encalço de pistas para solucionar o complexo quebra-cabeça dos delitos. Cada capítulo é narrado por um personagem diferente, com sua própria visão da história. Nesta viagem pelo Rio do século XVII, O trono da rainha Jinga tece um enredo envolvente sobre a influência da África na formação do Brasil.

A biblioteca elementar (192 páginas)

Um crime ocorre em 1733, na rua do Egito, que viria a se tornar o largo da Carioca. Na calada da noite, uma cigana testemunha quando um homem de casaca, pistola na mão, ameaça outro com capa à espanhola e botas de cano longo. Atracam-se. A arma dispara. O de casaca cai ferido mortalmente. A cigana logo identifica vítima e algoz, mas nada diz ― ela também tem muito a esconder. Com paixões e inimizades, medos e rancores, desejos, magias e mortos que voltam como sombras, A biblioteca elementar aposta no suspense para transportar o leitor para o Rio de Janeiro setentista.

 

A hipótese humana (176 páginas)

Tiros na noite e um crime: são misteriosas as circunstâncias que envolvem o assassinato de Domitila, filha do coronel Chico Eugênio, dentro da chácara da família no Catumbi, no ano de 1854. A investigação fica a cargo do detetive Tito Gualberto, primo da vítima e hábil capoeira, que tentará completar o quebra-cabeça do crime. A hipótese humana apresenta um Rio dos capoeiras que sabem matar como quem dança, dividido em territórios comandados por nações rivais, e o leitor terá o prazer de desvendar seus segredos.

 

O senhor do lado esquerdo (304 páginas)

O assassinato do secretário da presidência da República na Casa das Trocas, um prostíbulo de luxo no Rio de Janeiro, em 1913, é o ponto de partida de uma investigação crucial. A apuração dos fatos vai além de uma simples sucessão de acontecimentos e pistas que levam à identidade do assassino ― uma preocupação secundária do investigador, completamente absorvido pela figura sedutora de Aniceto, irmão da principal suspeita do crime, a prostituta Fortunata, que passou a noite com a vítima. O senhor do lado esquerdo conquistou os prêmios de Ficção da ABL e o Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional.

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