[RESENHA #580] Antologia Pessoal, de Dalton Trevisan

Antologia pessoal traz uma reunião inédita de textos de Dalton Trevisan, um dos maiores contistas da literatura brasileira.

A Antologia Pessoal de Dalton Trevisan, com prefácio do crítico Augusto Massi, reúne uma seleção de 94 contos do autor, proporcionando aos leitores tanto uma introdução à sua obra quanto um inventário de suas melhores histórias. Trevisan, dedicado inteiramente à literatura e um mestre da privacidade, é um dos autores mais prolíficos da literatura brasileira contemporânea, mantendo sua força criativa experimental, expressiva e transformadora ao longo das décadas.

Nesta abrangente e representativa antologia, o autorretrato de Trevisan abrange desde contos de "Novelas nada exemplares" (1959) até "O beijo na nuca" (2014), revelando suas referências literárias, as diferentes formas narrativas que adotou ao longo de sua carreira e o bazar poético de suas frases e aforismos, nas palavras de Augusto Massi. A Antologia Pessoal destaca a longevidade e a contemporaneidade da obra de Dalton Trevisan, reafirmando sua inquestionável potência como um dos mais importantes contistas da literatura brasileira.

Dalton Trevisan, nascido em 1925 em Curitiba, é um dos mais renomados escritores brasileiros contemporâneos. Conhecido como "o vampiro de Curitiba", Trevisan é reconhecido por sua escrita sombria, densa e provocativa, que explora os aspectos mais obscuros da condição humana, e nesta antologia, não foi diferente. A edição especial em capa dura publicada pela editora record conta com 94 contos selecionados, com novo trabalho gráfico e com uma revisão e diagramação impecável.


Dos contos presentes na obra, podemos destacar três que casam-se muito bem com as habilidades do escritor, sendo: quem matou caju? (p.289); a visita (p.343); Garota de programa (p.393) e Mulher em chamas (p.167).

Quem matou caju foi publicado originalmente em sua coletânea de contos intitulada "Cemitério de Elefantes" (1964), o conto aborda temas como violência, marginalidade e culpa.No conto, o narrador é um homem que assume a identidade de Caju, um criminoso que foi assassinado. O narrador conta sua história e narra os eventos que levaram à morte de Caju, revelando detalhes perturbadores sobre a vida do protagonista e os crimes que ele cometeu. O conto é marcado por uma atmosfera sombria e uma narrativa concisa e cortante, características típicas da escrita de Dalton Trevisan.

O conto a visita, foi publicado originalmente em sua coletânea de contos intitulada "Desgracida" (1995), o conto aborda temas como solidão, memória e o peso do passado.No conto, acompanhamos um narrador solitário e idoso que recebe a visita de uma mulher desconhecida em sua casa. A visita traz à tona memórias e sentimentos há muito tempo guardados, despertando uma mistura de nostalgia, tristeza e desespero. O narrador relembra momentos de sua juventude, relacionamentos perdidos e a inevitabilidade do envelhecimento.

Já o conto, mulher em chamas, foi publicado originalmente em sua coletânea de contos intitulada "O Vampiro de Curitiba" (1965), o conto aborda temas como desejo, paixão e a complexidade das relações humanas. No conto, somos apresentados a uma mulher que se encontra em um estado emocional intenso, vivendo uma paixão avassaladora. Ela está envolvida em um relacionamento clandestino e proibido, alimentado pelo desejo e pela intensidade das emoções. A narrativa nos leva a um mergulho profundo na mente da protagonista, revelando suas inseguranças, anseios e a luta interna entre a razão e a paixão.

A obra pode ser adquirira no site do Grupo Editorial Record por R$99,90 ou na versão em e-book no site da Amazon, por R$49,90


O AUTOR

Dalton Trevisan, cujo nome verdadeiro é Dalton Jérson Trevisan, nasceu em Curitiba, Brasil, em 1925. Ele é um escritor renomado e um dos mais importantes contistas da literatura brasileira contemporânea.

Trevisan é conhecido por sua escrita concisa e cortante, explorando temas como solidão, violência, marginalidade e a complexidade da natureza humana. Sua obra é marcada por uma abordagem realista e provocativa, revelando as contradições e os aspectos mais sombrios da sociedade.

Ele foi influenciado por autores como Edgar Allan Poe e Dostoiévski, e sua escrita é caracterizada por um estilo único, com frases curtas e uma linguagem precisa e impactante. Trevisan é mestre na criação de atmosferas sombrias e personagens complexos, mergulhando o leitor em narrativas densas e perturbadoras.

Ao longo de sua carreira, Dalton Trevisan recebeu inúmeros prêmios e reconhecimentos, incluindo o Prêmio Camões, um dos mais prestigiosos prêmios literários da língua portuguesa, em 2012. Sua vasta produção literária inclui coletâneas de contos como "Novelas nada exemplares", "Desgracida" e "O Vampiro de Curitiba", entre outras.

Dalton Trevisan é conhecido por sua privacidade e reclusão, raramente concedendo entrevistas ou participando de eventos literários. Sua dedicação à literatura e seu impacto na cena literária brasileira são inquestionáveis, tornando-o uma figura icônica na literatura contemporânea.

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