[RESENHA #688] A ciência tem todas as respostas?, de Sabine Hossenfelder



“Estimulante. A autora encoraja o leitor a superar suposições bem conhecidas e a se divertir fazendo isso. Ao separar as visões acientíficas das científicas, ela ajuda a delinear os limites da ciência na resposta às grandes questões da vida.” - Science Magazine

“A característica mais surpreendente e interessante do livro é a declaração de que muitos dos seus colegas físicos são tão culpados em trazer especulação e crença para o próprio pensamento científico quanto os teólogos e os místicos da Nova Era. A ciência tem todas as respostas? é um guia bem informado e divertido sobre o que a ciência pode ou não nos dizer.” - The Wall Street Journal

Há questões existenciais que seguem a humanidade desde os primórdios. Há outras que foram surgindo com o avanço das ciências. Neste livro fascinante, a física alemã Sabine Hossenfelder pincela algumas das mais intrigantes perguntas que nos acompanha. Para isso, ela conta com sua grande experiência na pesquisa, mas também em divulgação científica. A autora mostra que algumas ideias espirituais são perfeitamente compatíveis com a física moderna, sendo que outras são até amparadas por ela. A demarcação dos limites atuais da ciência não apenas destrói ilusões, como também nos ajuda a reconhecer quais crenças ainda são compatíveis com os fatos científicos. Este livro é para os que não se esqueceram de formular as grandes questões e não têm medo das respostas.

RESENHA


Existe um passado? Como tudo começou? Existem cópias nossas? O universo foi feito para os humanos? Existe uma realidade paralela? Estamos vivendo em uma simulação como um computador? A realidade pode mudar constantemente? Os líderes religiosos fazem as mesmas perguntas. Ao contrário de muitos outros escritores, a autora está menos interessado em condenar a pseudociência do que em revelar que muitas ideias espirituais são compatíveis com a física moderna. As leis naturais contradizem outras, e outras ainda são “não científicas”. “A ciência não tem nada a dizer sobre isso. Pelo menos a ciência tal como está.” Algumas crenças da moda são “mais atraentes quanto menos você entende a física”. Explora Deus e a espiritualidade, o livre arbítrio, a consciência universal, o dualismo (se a mente está separada do corpo), a teoria do big bang, a origem do universo, a possível existência de universos paralelos e se estamos vivendo em uma simulação computacional. Como observa a autora “uma afirmação ousada sobre as leis da natureza que ignora o que sabemos sobre as leis da natureza”.

Hossenfelder consegue evitar cruzar os limites da ciência porque as questões que aborda são metafísicas e não existenciais. É menos convincente quando invade o território filosófico e subitamente descarta a possibilidade do livre arbítrio. A característica mais surpreendente e interessante do livro é a afirmação de que muitos de seus colegas físicos são tão culpados de gerar especulação e fé em seu pensamento científico quanto os teólogos.

Frustrantemente, Hossenfelder não distingue consistentemente entre científico e não científico, dando por vezes ambos os rótulos à mesma ideia. Hossenfelder divide seu texto em quatro entrevistas com físicos para fornecer “outras vozes”. A obra em si é um emaranhado de questões filosóficas fortemente ligadas ao estudo da explicação básica da existência do conceito humano-metafísico, tentando de certa forma esclarecer os mais diversos problemas associados à humanidade. Hossenfelder usa sua expertise em física para abordar essas questões de forma rigorosa e científica, mas também acessível a leitores não especialistas. Ela mostra como os avanços da física nos últimos anos têm mudado nossa compreensão do universo e de nosso lugar nele.

O livro é dividido em três partes. Na primeira parte, Hossenfelder discute a natureza da realidade. Ela argumenta que a realidade é muito mais estranha e complexa do que pensamos, e que a física ainda não é capaz de explicá-la completamente.

Na segunda parte, Hossenfelder discute o livre arbítrio. Ela argumenta que a física não descarta o livre arbítrio, mas que também não o prova. Ela conclui que o livre arbítrio é uma questão filosófica, não científica.

Na terceira parte, Hossenfelder discute o sentido da vida. Ela argumenta que não há um sentido único da vida para todos, e que cada indivíduo deve encontrar seu próprio sentido. Ela também argumenta que a ciência não pode nos ajudar a encontrar o sentido da vida, mas que pode nos ajudar a entender melhor o mundo ao nosso redor e a tomar melhores decisões.

Um livro que ecoa a luz no fim do túnel com explicações lógicas baseadas no estudo e conhecimento de realidades alternativas.

A AUTORA

Sabine Hossenfelder é uma física teórica alemã, autora e musicista que pesquisa a gravidade quântica. Ela é pesquisadora do Instituto de Estudos Avançados de Frankfurt, onde lidera o grupo Superfluid Dark Matter.

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