[RESENHA #708] O jogador, de Dostoiévski



O jogador, de Fiódor Dostoiévski é um primoroso romance cujo teor psicológico ultrapassa os estreitos limites do gênero recreativo. Baseado num profundo conhecimento das práticas e rotinas do cassino, ele evidencia a sinistra degradação de um jovem culto e talentoso que sacrifica o melhor de si à doentia paixão pelos jogos de azar, a qual lhe subjuga e destrói, aos poucos, a alma. O protagonista, em que se percebem diversos traços do próprio autor, vê toda a sua riqueza espiritual – dignidade, força de caráter e honra cavalheiresca – levada pela estonteante rotação da roleta. Mesmo o amor, a única fonte de alegrias e esperanças que ele possui, acaba sorvido por esse redemoinho. Os vícios humanos, sejam relacionados ao jogo, como no livro de Dostoiévski, ou às drogas, como em nossa realidade cotidiana, ainda estão longe de ser extirpados, tornando O jogador tão interessante para os leitores de hoje.

RESENHA


"O Jogador ou Um Jogador - Apontamentos de um Homem Moço" é uma obra notável de Fiódor Dostoiévski, lançada em 1867. Thomas Mann a descreveu como um "romance maravilhoso". A narrativa é contada em primeira pessoa por Alexei Ivánovitch, um jovem crítico, mas sem objetivos claros na vida.

A trama se desenrola na fictícia cidade alemã de Roletemburgo, conhecida por seus cassinos. Ivánovitch trabalha como tutor em um hotel para a família de um general. No entanto, ele logo percebe que algo está errado com a família. Polina Alexandrovna, que tem uma relação complexa de amor e ódio com Ivánovitch, pede-lhe para jogar roleta em seu nome, pois precisa urgentemente de dinheiro. No entanto, ela não fornece mais detalhes.

Ivánovitch, observando a presença de dois franceses astutos, Des Grieux e Mlle. Blanche, suspeita que o general e sua enteada Polina estão profundamente endividados com os franceses. Através de várias conversas com seu amigo inglês, Mister Astley, Ivánovitch começa a desvendar a verdade: o general havia hipotecado suas propriedades para Des Grieux e estava esperando a morte de sua avó para herdar dinheiro suficiente para pagar a dívida.

"O Jogador ou Um Jogador - Apontamentos de um Homem Moço" é uma obra notável de Fiódor Dostoiévski, lançada em 1867. Thomas Mann a descreveu como um "romance maravilhoso". A narrativa é contada em primeira pessoa por Alexei Ivánovitch, um jovem crítico, mas sem objetivos claros na vida¹.

A trama se desenrola na fictícia cidade alemã de Roletemburgo, conhecida por seus cassinos. Ivánovitch trabalha como tutor em um hotel para a família de um general. No entanto, ele logo percebe que algo está errado com a família. Polina Alexandrovna, que tem uma relação complexa de amor e ódio com Ivánovitch, pede-lhe para jogar roleta em seu nome, pois precisa urgentemente de dinheiro. No entanto, ela não fornece mais detalhes².

Ivánovitch, observando a presença de dois franceses astutos, Des Grieux e Mlle. Blanche, suspeita que o general e sua enteada Polina estão profundamente endividados com os franceses. Através de várias conversas com seu amigo inglês, Mister Astley, Ivánovitch começa a desvendar a verdade: o general havia hipotecado suas propriedades para Des Grieux e estava esperando a morte de sua avó para herdar dinheiro suficiente para pagar a dívida.

A obra retrata o espírito, o universo, sentimentos, frustrações, a tortura e a ilusão de quem vive em função da magia e soberania dos cassinos. Dostoiévski, com seu humor satírico, expõe as motivações mais íntimas desta e de outras personagens, criando uma obra simultaneamente viva e dramática⁴. O fascínio culpabilizado dos jogadores, o descontrolo e o desespero, paixões que raiam a loucura e uma solidão sem recurso são temas que se adequam ao genial universo da ficção dostoievskiana.

Em uma crítica positiva, "O Jogador" é uma obra intensa que oferece uma visão penetrante da psicologia humana e da sociedade. Dostoiévski habilmente tece uma narrativa que é ao mesmo tempo emocionante e profundamente filosófica. Através de seus personagens complexos e multifacetados, ele explora temas de vício, amor, desespero e redenção. Sua representação vívida do vício em jogos de azar é especialmente poderosa, servindo como uma metáfora penetrante para a natureza humana e a busca incessante por significado e propósito. Em última análise, "O Jogador" é uma obra-prima literária que continua a ressoar com os leitores modernos, oferecendo uma visão inesquecível da condição humana.

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